Assinatura de Protocolo entre IEFP, ADEI, PRIMAVERA E EMPREGOS CV

Presidente do IEFP enaltece papel dos parceiros sociais no combate ao desemprego

O Presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Vargas Melo, enalteceu hoje o papel dos parceiros sociais no combate ao desemprego, problemática que “preocupa” a instituição, e na promoção do emprego em Cabo Verde.

 “O emprego é efetivamente uma responsabilidade tripartida, em primeiro lugar dos governos, mas é também dos empregadores, ou seja, do sector privado que tem esta responsabilidade de poder mobilizar e criar emprego, mas sobretudo uma responsabilidade dos trabalhadores”, frisou.

Vargas Melo fez estas considerações hoje, na Cidade da Praia, após a assinatura de acordos de cooperação e parceria conjunta com a Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) , a empresa portuguesa de software de gestão Primavera e a Empregos CV.

Segundo a mesma fonte, sem os parceiros o IEPF “não conseguiria levar avante” os propósitos da instituição e fazer cumprir os objetivos do Governo e os plasmados no seu estatuto em matéria de emprego, empregabilidade e formação profissional.

Quando se fala do mercado do trabalho e desemprego em Cabo Verde, apontou Vargas Mello, há a tentativa de se fazer referência de que de facto o desemprego é uma “problemática” que assola o país.

Defende, no entanto, que esta “problemática” contrariamente do que muita gente pensa e diz, não é apenas dos poderes públicos, Governos e das instituições que cuidam da sua promoção, mas sim de todos.

Vargas Melo pediu a todos que assumam a sua responsabilidade na problemática do desemprego como sendo também sua, para todos juntos possam mobilizar os recursos e esforços necessários para o combate ao desemprego, que é a principal preocupação do IEFP, enquanto entidade pública.

Criticou o facto de o sector privado investir “milhões e milhões de escudos” nos festivais que não trazem “mais-valias” para o mercado, e não canalizam sequer 01 por cento (%) do montante para os serviços públicos de emprego e sistemas públicos de financiamentos da formação profissional e de promoção de emprego para que se possa “contornar” a questão do desemprego.

O objetivo estratégico das parcerias públicas e privadas nacionais e internacionais tem sido o “mote” da instituição que preside há três anos, salientando que os resultados “estão à vista de todos” e que podem ser “facilmente averiguados” no site da instituição.

Concernente aos acordos assinados, afirmou que é a intenção da IEFP que surtam os efeitos desejados e que possam ser renovados nos próximos anos, na certeza de que quem sairá a ganhar é a juventude, mão-de-obra e, sobretudo, o mercado de trabalho cabo-verdiano.

O protocolo com a ADEI, assegurou, é “mais de que intenção, uma Acão”, lembrando que já têm em curso um projeto conjunto que vai apoiar com assistência técnica 47 iniciativas de negócios que irão empregar mais de 100 beneficiários.

Vargas Melo avançou ainda que os beneficiários vão receber kits de auto-emprego para as oportunidades que irão surgir financiados pelo projeto apoio de estratégia nacional de criação de emprego em mais de 11 milhões de escudos.

O protocolo com a empresa Primavera, salientou, é “fundamental” para a IEFP, tendo em conta que vai permitir “estreitar” esse percurso entre a saída do formando do centro e a sua entrada no mercado de trabalho.

O acordo vai também “poupar recursos” às entidades empregadoras do país, quando colocam no mercado do trabalho jovens com formação inicial em determinadas áreas, sobretudo as de gestão e com competências práticas específicas requeridas pelas empresas, tendo em conta que a maioria usa o software Primavera.

Com a Empregos CV, considerou, a parceria de “estratégica e pertinente”, devido às “confluências dos objetivos” que ambas as partes têm em comum, que é a “oferta e a procura” de mão-de-obra no mercado de trabalho.

A assinatura dos protocolos contou também com uma comunicação dos presidentes e representantes da ADEI, Primavera e Empregos CV, os quais comprometeram-se em tudo fazer para que os acordos surtam os “efeitos desejados” e que contribuam para o emprego.

FM/AA

Fonte: Inforpress/Fim